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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Fernando Pessoa

   

                       
"A criança que fui chora na estrada.
Deixei-a ali quando vim ser quem sou;
Mas hoje, vendo que o que sou é nada,
Quero ir buscar quem fui onde ficou.

Ah, como hei de encontrá-lo? Quem errou
A vinda tem a regressão errada.
Já não sei de onde vim nem onde estou.
De o não saber, minha alma está parada.

Se ao menos atingir neste lugar
Um alto monte, de onde possa enfim
O que esqueci, olhando-o, relembrar,

Na ausência, ao menos, saberei de mim,
E, ao ver-me tal qual fui ao longe, achar
Em mim um pouco de quando era assim"

Fernando Pessoa

                          
"A criança que fui chora na estrada.
Deixei-a ali quando vim ser quem sou;
Mas hoje, vendo que o que sou é nada,
Quero ir buscar quem fui onde ficou.

Ah, como hei-de encontrá-lo? Quem errou
A vinda tem a regressão errada.
Já não sei de onde vim nem onde estou.
De o não saber, minha alma está parada.

Se ao menos atingir neste lugar
Um alto monte, de onde possa enfim
O que esqueci, olhando-o, relembrar,

Na ausência, ao menos, saberei de mim,
E, ao ver-me tal qual fui ao longe, achar
Em mim um pouco de quando era assim"
Fernando Pessoa
Ana Guedes
Ana Guedes é mãe do Pedro. Ambos tem 38 e 4 anos, respectivamente, mas nem sempre nesta mesma ordem. Mãe por adoração, psicóloga de formação clínica e hospitalar, trabalha em Porto Alegre. Apaixonada por paixões, sejam elas quais forem, acredita que sem paixão não há solução. Inventa moda, cria filhos, flores, amores, e escritos. (Foto: Celso Chittolina)
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"A criança que fui chora na estrada.
Deixei-a ali quando vim ser quem sou;
Mas hoje, vendo que o que sou é nada,
Quero ir buscar quem fui onde ficou.

Ah, como hei-de encontrá-lo? Quem errou
A vinda tem a regressão errada.
Já não sei de onde vim nem onde estou.
De o não saber, minha alma está parada.

Se ao menos atingir neste lugar
Um alto monte, de onde possa enfim
O que esqueci, olhando-o, relembrar,

Na ausência, ao menos, saberei de mim,
E, ao ver-me tal qual fui ao longe, achar
Em mim um pouco de quando era assim"
Fernando Pessoa
Ana Guedes
Ana Guedes é mãe do Pedro. Ambos tem 38 e 4 anos, respectivamente, mas nem sempre nesta mesma ordem. Mãe por adoração, psicóloga de formação clínica e hospitalar, trabalha em Porto Alegre. Apaixonada por paixões, sejam elas quais forem, acredita que sem paixão não há solução. Inventa moda, cria filhos, flores, amores, e escritos. (Foto: Celso Chittolina)
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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Fernando Pessoa


"O verdadeiro cadáver não é o corpo (...), mas aquilo que deixou de viver (...)"
Fernando Pessoa

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Fernando Pessoa

"Agir, eis a inteligência verdadeira. Serei o que quiser. Mas tenho que querer o que for. O êxito está em ter êxito, e não em ter condições de êxito. Condições de palácio tem qualquer terra larga, mas onde estará o palácio se não o fizerem ali?"

Fernando Pessoa


- Vi  'amores-perfeitos' negros como estes em Paris! São inacreditáveis! 
Nunca pensei que houvesse flor desta cor.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Fernando Pessoa


"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."

Fernando Pessoa

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Fernando Pessoa



"Não basta abrir a janela para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego para ver a árvores e as flores."

Alberto Caieiro

Fernando Pessoa

"Para ser grande, sê inteiro
nada teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és no mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda brilha,
porque alta vive."

Ricardo Reis