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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A poluição nossa de cada dia

Os supermercados de São Paulo, a partir do dia 25/01/2012, não mais fornecem sacolinhas plásticas aos seus clientes, como medida para diminuir a poluição
O assunto não sai mais dos jornais, telejornais, rodas de conversas. Todos acham um absurdo terem que levar uma sacola de pano quando forem fazer suas compras! (Temos todo direito de poluir, já que todos poluem!)
E-mails sobre os supermercados terem apenas a intenção de ganhar dinheiro com isto, já que cobrarão pelas sacolinhas 'ecológicas', que poluem menos, chegam à minha caixa de mensagens.
Será que os fabricantes das sacolinhas não estão perdendo bastante, também? Acho que foram eles que encheram a internet com estas mensagens, porque não é possivel que as pessoas não queiram apoiar esta medida, e exigir mais outras tantas, para melhorar a própria qualidade de vida!
Os problemas de descontrole com a temperatura do planeta, as 'novas' doenças, as pragas na lavoura, excesso de pesticidas... sabe que estão faltando insetos polinizadores?
Está tudo uma bagunça, e as pessoas estão fazendo questão da droga das sacolinhas, como se não pudessem mais viver sem elas!???
Em minha casa já utilizamos as sacolas retornáveis há mais de um ano, e ninguém morreu, nem teve crise de abstinência!
Lutem para que outras atitudes sejam tomadas, o mais breve possivel!
Porque tudo tem que ser um cavalo de batalha? Credo! Que má vontade!

Ah, sim, já ia me esquecendo... com tanta reclamação, os supermercados talvez tenham que fornecer 'de graça' a sacolinha biodegradável. Claro que o preço estará embutido nas mercadorias, e eu, que levo minhas sacolas de pano, vou pagar também!

Sandra Aguiar

terça-feira, 22 de março de 2011

O peso que a gente leva... (Pe. Fábio de Melo)


"O perigo da viagem mora nas malas. Elas podem nos impedir de apreciar a beleza que nos espera. Experimento na carne a verdade das palavras, mas não aprendo. Minhas malas são sempre superiores às minhas necessidades. É por isso que minhas partidas e chegadas são mais penosas do que deveriam.

Ando pensando sobre as malas que levamos...

Elas são expressões dos nossos medos. Elas representam nossas inseguranças. Olho para o viajante com suas imensas bagagens e fico curioso para saber o que há dentro das estruturas etiquetadas. Tudo o que ele leva está diretamente ligado ao medo de necessitar. Roupas diversas; de frio, de calor – o clima pode mudar a qualquer momento! – remédios, segredos, livros, chinelos, guarda chuva – e se chover? –, cremes, sabonetes, ferro elétrico – isso mesmo! – Microondas? – Comunique-me, por favor, se alguém já ousou levar.

O fato é que elas representam nossas inseguranças. Digo por mim. Sempre que saio de casa levo comigo a pretensão de deslocar o meu mundo. Tenho medo do que vou enfrentar. Quero fazer caber no pequeno espaço a totalidade dos meus significados. As justificativas são racionais. Correspondem às regras do bom senso, preocupações naturais para quem não gosta de viver privações.

Nós nos justificamos. Posso precisar disso, posso precisar daquilo...

Olho ao meu redor e descubro que as coisas que quero levar não podem ser levadas. Excedem aos tamanhos permitidos. Já imaginou chegar ao aeroporto carregando o colchão para ser despachado?

As perguntas são muitas... E se eu tiver vontade de ouvir aquela música? E o filme que costumo ver de vez em quando, como se fosse a primeira vez?

Desisto. Jogo o que posso no espaço delimitado para minha partida e vou. Vez em quando me recordo de alguma coisa esquecida, ou então, inevitavelmente concluo que mais da metade do que levei não me serviu pra nada.

É nessa hora que descubro que partir é experiência inevitável de sofrer ausências. E nisso mora o encanto da viagem. Viajar é descobrir o mundo que não temos. É o tempo de sofrer a ausência que nos ajuda a mensurar o valor do mundo que nos pertence.

E então descobrimos o motivo que levou o poeta cantar: “Bom é partir. Bom mesmo é poder voltar!” Ele tinha razão. A partida nos abre os olhos para o que deixamos. A distância nos permite mensurar os espaços deixados. Por isso, partidas e chegadas são instrumentos que nos indicam quem somos, o que amamos e o que é essencial para que a gente continue sendo. Ao ver o mundo que não é meu eu me reencontro com desejo de amar ainda mais o meu território. É conseqüência natural que faz o coração querer voltar ao ponto inicial, ao lugar onde tudo começou.

É como se a voz identificasse a raiz do grito, o elemento primeiro.

Vida e viagens seguem as mesmas regras. Os excessos nos pesam e nos retiram a vontade de viver. Por isso é tão necessário partir. Sair na direção das realidades que nos ausentam. Lugares e pessoas que não pertencem ao contexto de nossas lamúrias... Hospitais, asilos, internatos...

Ver o sofrimento de perto, tocar na ferida que não dói na nossa carne, mas que de alguma maneira pode nos humanizar.

Andar na direção do outro é também fazer uma viagem. Mas não leve muita coisa. Não tenha medo das ausências que sentirá. Ao adentrar o território alheio, quem sabe assim os seus olhos se abram para enxergar de um jeito novo o território que é seu. Não leve os seus pesos. Eles não lhe permitirão encontrar o outro. Viaje leve, leve, bem leve. Mas se leve."

Padre Fábio de Melo

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Holambra 2010

Estive ontem em Holambra, e não gostei!
Fui até lá esperando ver muitas flores, como nos anos anteriores (estive na exposição em 2007 e 2008), e me decepcionei! 
A mostra principal, de arranjos, não chega aos pés dos anos anteriores. Com montagens de cenário de gosto duvidoso, e poucas flores. Parecia uma exposição de decoração muito ruim, ou uma instalação de arte, daquelas que ninguém entende o que o artista teve a pretenção de transmitir...
As ruas, em seus jardins e floreiras, não lembravam nem de longe, a beleza dos anos anteriores, com tantas flores,e de um colorido tão maravilhoso, que dava vontade de fotografar tudo!
O dia estava lindo, com muito sol, e havia muita gente lá. Se houvesse um tumulto, por algum motivo, muita gente sairia machucada.  Acredito que o local deveria ser reformulado, pois já não há espaço em sua rua principal para um público tão grande.
Prefiro guardar na memória as imagens dos anos anteriores.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Morte

Somos tão efêmeros!
Não sei se a palavra é esta para descrever o que sinto... mas é por aí. Estamos vivos, lendo e repassando e-mails, e de repente... morreu!!! 
Assim, sem mais. Tudo bem, que a única certeza da vida é a morte... conhecemos  bem este ditado, mas parece que só faz sentido quando temos um exemplo próximo. Recebi, outro dia (por e-mail), a notícia da morte de uma colega, com quem sempre trocava e-mails... e vi que eu nem abrira ainda alguns e-mails que ela me mandou no dia em que morreu!!! 
Fiquei passada! Acidente de carro!
Vou tentar aproveitar melhor meus dias, daqui prá frente. E dar mais valor ao que é realmente importante.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Gonzaguinha - Eu apenas queria que você soubesse...

Agora mesmo me lembrei de um grande artista. Eu tive o privilégio de assistir à dois shows do talentoso e saudoso Gonzaguinha. Um de meus cantores preferidos.
Não é aniversário de nascimento, nem de morte. É uma celebração de alegria, simplesmente.
Salve Gonzaguinha!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

A ARTE DE SER AVÓ

Netos são como heranças: você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do céu. É, como dizem os ingleses, um ato de Deus. Sem se passarem as penas do amor, sem os compromissos do matrimônio, sem as dores da maternidade. E não se trata de um filho apenas suposto, como o filho adotado: o neto é realmente o sangue do seu sangue, filho de filho, mais filho que o filho mesmo...


Cinquenta anos, cinquenta e cinco... Você sente, obscuramente, nos seus ossos, que o tempo passou mais depressa do que esperava. Não lhe incomoda envelhecer, é claro. A velhice tem as suas alegrias, as suas compensações — todos dizem isto embora você pessoalmente, ainda não as tenha descoberto — mas acredita.

Todavia, também obscuramente, também sentida nos seus ossos, às vezes lhe dá aquela nostalgia da mocidade. Não de amores nem de paixões: a doçura da meia-idade não lhe exige essas efervescências. A saudade é de alguma coisa que você tinha e lhe fugiu sutilmente junto com a mocidade. Bracinhos de criança no seu pescoço. Choro de criança. O tumulto da presença infantil ao seu redor. Meus Deus, para onde foram as suas crianças? Naqueles adultos que hoje são seus filhos, que têm sogro e sogra, cônjuge, emprego, apartamento a prestações, você não encontra de modo nenhum as suas crianças perdidas. São homens e mulheres - não são mais aquelas crianças que você recorda.
E então um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou do parto, o doutor lhe põe nos braços um menino. Completamente grátis — aquela criancinha da sua raça, da qual você morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade perdida. Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é um menino que lhe é "devolvido". E o espantoso é que todos lhe reconhecem o seu direito de o amar com extravagância; ao contrário causaria escândalo e decepção se você não o acolhesse imediatamente com todo aquele amor recalcado que há anos se acumulava, desdenhado, no seu coração.


Sim, tenho certeza que a vida nos dá os netos para nos compensar de todas as mutilações trazidas pela velhice. São amores novos, profundos e felizes que vêm ocupar aquele lugar vazio, nostálgico, deixado pelos arroubos juvenis. Aliás, desconfio muito de que os netos são melhores que namorados, pois que as violências da mocidade produzem mais lágrimas do que enlevos.


No entanto — no entanto! — nem tudo são flores no caminho da avó. Há, acima de tudo, a rival: a mãe. Não importa que ela seja sua filha. Não deixa por isso de ser mãe do seu neto. Não importa que ela ensine o menino a lhe dar beijos e a lhe chamar de "vovozinha", e lhe conte que de noite, às vezes, ele de repente acorda e pergunta por você. São lisonjas, nada mais.


Rigorosamente, nas suas posições respectivas, a mãe e a avó representam, em relação ao neto, papéis muito semelhantes ao da esposa e da amante dos triângulos conjugais.


A mãe tem todas as vantagens da domesticidade e da presença constante. Dorme com ele, dá-lhe de comer, dá-lhe banho, veste-o. Embala-o de noite. Contra si tem a fadiga da rotina, a obrigação de educar e o ônus de castigar.


Já a avô, não tem direitos legais, mas oferece a sedução do romance e do imprevisto.
Mora em outra casa. Traz presentes. Faz coisas não programadas. Leva a passear, "não ralha nunca". Deixa lambuzar de pirulitos. Não tem a menor pretensão pedagógica. É a confidente das horas de ressentimento, o último recurso nos momentos de opressão, a secreta aliada nas crises de rebeldia.


Uma noite passada em sua casa é uma deliciosa fuga à rotina, tem todos os encantos de uma aventura. Lá não há linha divisória entre o proibido e o permitido. Dormir sem lavar as mãos, recusar a sopa e comer croquetes, tomar café — café! — mexer no armário da louça, fazer trem com as cadeiras da sala, destruir revistas, derramar a água do gato, acender e apagar a luz elétrica mil vezes se quiser e até fingir que está discando o telefone.


Riscar a parece com o lápis dizendo que foi sem querer — e ser acreditado! Fazer má-criação aos gritos e, em vez de apanhar, ir para os braços da avó e de lá escutar os debates sobre os perigos e os erros da educação moderna.


Sabe-se que, no reino dos céus, o cristão desfruta os mais requintados prazeres da alma. Porém esses prazeres não estarão muito acima da alegria de sair de mãos dadas com o seu neto, numa manhã de sol. E olhe que aqui embaixo você ainda tem o direito de sentir orgulho, que aos bem-aventurados será defeso. Meu Deus, o olhar das outras avós, com os seus filhotes magricelas ou obesos, a morrerem de inveja do seu maravilhoso neto.


E quando você vai embalar o menino e ele, tonto de sono, abre um olho, lhe reconhece, sorri e diz: "Vó!", seu coração estala de felicidade, como pão ao forno.


E o misterioso entendimento que há entre avó e neto, na hora em que a mãe o castiga, e ele olha para você, sabendo que, se você não ousa intervir abertamente, pelo menos lhe dá sua incondicional cumplicidade e apoio... Além é claro das compensações...


Até as coisas negativas se viram em alegrias quando se intrometem entre avó e neto: o bibelô de estimação que se quebrou porque o menininho — involuntariamente! — bateu com a bola nele. Está quebrado e remendado, mas enriquecido com preciosas recordações: os cacos na mãozinha, os olhos arregalados, o beiço pronto para o choro; e depois, o sorriso malandro e aliviado porque "ninguém" se zangou, o culpado foi a bola mesma, não foi, Vó?


Era um simples boneco que custou caro. Hoje é relíquia: não tem dinheiro que pague.


(Raquel de Queiroz)

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Mafalda... indefinida!


Tenho me sentido meio perdida... acho que este desenho transmite bem a idéia.

domingo, 14 de março de 2010

Buenos Aires!

"As pessoas não fazem viagens, são as viagens que fazem as pessoas."
John Steinbeck

P. S. 
Estivemos em Buenos Aires, eu e meu marido, comemorando meu aniversário. A cidade é linda! Arquitetura maravilhosa! Amei!!!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Michael Jackson -Earth Song

"Earth Song" - música que trata do desmatamento, das guerras, da matança de animais...enfim, da destruição do planeta pelos seres "humanos".
Nesta versão, com legenda em português.

Vale a pena ver e ouvir.



https://www.youtube.com/watch?v=XAi3VTSdTxU&list=RDXAi3VTSdTxU&start_radio=1&t=0

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Jogar fora não existe!

 Por Danilo Pretti Di Giorgi
Ouvi recentemente o economista Hugo Penteado, dono de um excelente blog, questionando a idéia de “jogar algo fora”. Ele lembrou como temos o estranho costume de olhar o planeta como uma grande lata de lixo onde podemos descartar tudo.
O “fora” na verdade não existe, se considerararmos que estamos todos “dentro” da Terra e que daqui não podemos sair, apesar dos delírios tecnológicos tão apreciados pelos que defendem a manutenção e até mesmo a ampliação dos níveis de produção e consumo atuais.
Muito daquilo que produzimos e transformamos a partir dos recursos retirados do planeta vai continuar nos acompanhando na nossa caminhada.
Aquela garrafinha de PET – uma maravilha da engenharia que teria perfeitas condições materiais de continuar sendo reutilizada por muitos anos – não vai “desaparecer” dentro da lata de lixo depois de consumido seu conteúdo. Vai continuar presente, num lixão, testemunhando como nós a passagem do tempo, e por um período de tempo muito mais longo do que a duração de nossa vida.
Para quem consegue compreender a idéia da Terra como “nossa casa”, é apenas uma questão de escala a diferença entre nossos lares e o planeta. Afora a questão do tamanho, não há maiores diferenças. O terreno onde está construída a casa onde moramos é limitado. É a mesma coisa com a nossa casa-planeta, o único lugar conhecido onde nossa espécie tem condições de sobreviver.
Mesmo assim, apenas uma minoria parece estar realmente preocupada com as conseqüências ambientais da sociedade do consumo, que a cada ano produz uma quantidade de lixo maior, sem nenhum tipo de cuidado de larga escala com o seu tratamento. É inacreditável que ainda se discuta a responsabilidade das indústrias sobre os resíduos dos produtos que fabricam. É incrível que se fale tão pouco em redução da produção e do consumo quando sabemos que nossos resíduos não desaparecem simplesmente quando o caminhão do lixo passa pela rua onde moramos.
Na realidade o lixo desaparece apenas de nossas vistas.
É desesperador, por exemplo, se dar conta de que a maior parte da população mundial sequer tem conhecimento dos perigos ambientais representados pelo descarte inadequado de pilhas e baterias e que por isso milhares delas continuam se encaminhando diariamente aos lixões.
Pior ainda é testemunhar que aqueles que têm acesso a essa informação e que têm sob sua responsabilidade a gestão pública não se dedicam a criar mecanismos sérios e efetivos para impedir que pilhas, baterias e outras fontes de venenos continuem contaminando irreversivelmente a terra e a água.
Por que cuidamos tão bem das nossas casas e tão mal do nosso planeta?
É difícil responder a essa pergunta, mas não é preciso ser nenhum gênio para perceber que estamos cegos, de cara na lama. Esse chafurdar, porém, se disfarça bem porque acontece ao mesmo tempo em que estamos envoltos numa aura de “modernidade” (no sentido besta do termo), cada vez com acesso mais facilitado a aparelhos eletrônicos de desenho futurista, cheios de luzinhas que fazem muita gente acreditar que o máximo da sutileza e da capacidade criadora humana está nas linhas arrojadas ou no acabamento interno de um automóvel de “alto padrão” ou numa ampla cobertura localizada em “área nobre” da cidade, montada com o que há de melhor na indústria da decoração de interiores.
Os que não vivem essa realidade, ou seja, quase todos, se alimentam do sonho de um dia vir a vivê-la ou da chance de ter acesso a pelo menos alguns desses ícones do consumo.
Transformamos-nos de cidadãos em consumidores.
E com isso vamos consumindo o que resta do planeta, como cupins roendo lentamente as 
estruturas de um castelo que um dia virá abaixo.